Faz meses que eu não escrevo, mas como percebi que de fato existe gente que lê meu blog, resolvi postar novamente. O motivo desse tempo ausente foi por um lado falta de tempo, mas por outro, uma certa desilusão com a moda, na verdade uma desilusão de trabalhar com moda, que me tirou a vontade de escrever. Por isso, esse post é um post meio desabafo.
Acho que todos, quando escolhem trabalhar com moda, eu incluso, têm uma visão fantasiosa desse mercado, imaginam como deve ser incrível trabalhar em um lugar em que você se identifica e acredita no produto final, um trabalho aprazível, sem aquela tensão de um ambiente burocrático e quem sabe até um certo glamour. Mas é impressionante como essas pessoas estão erradas...
Quanto mais gente que trabalha com moda eu conheço, mais conselhos de lugares onde NÃO trabalhar eu coleciono (em pouco tempo não vai sobrar mais nenhum!). Isso porque é um ambiente em que se trabalha com uma pressão forte em cima de prazos, todos os fornecedores e o mercado em si é muito pouco profissional, os egos são exacerbados e a falta de educação impera. Tanto que ver gente chorando no trabalho faz parte do cotidiano.
Então porque as pessoas trabalham com moda? Porque paga bem é que não é! Por glamour também não! Um amor incondicional à moda? Talvez...
A verdade é que eu estou há dias tentando terminar esse texto de um jeito positivo e não consigo achar a resposta pra essa pergunta. Se servir de consolo, pra mim, moda continua sendo um objeto de estudos incrível e fica a esperança de um dia fazer as coisas da minha maneira para que ninguém que trabalhe comigo tenha essa dúvida.
Acho que todos, quando escolhem trabalhar com moda, eu incluso, têm uma visão fantasiosa desse mercado, imaginam como deve ser incrível trabalhar em um lugar em que você se identifica e acredita no produto final, um trabalho aprazível, sem aquela tensão de um ambiente burocrático e quem sabe até um certo glamour. Mas é impressionante como essas pessoas estão erradas...
Quanto mais gente que trabalha com moda eu conheço, mais conselhos de lugares onde NÃO trabalhar eu coleciono (em pouco tempo não vai sobrar mais nenhum!). Isso porque é um ambiente em que se trabalha com uma pressão forte em cima de prazos, todos os fornecedores e o mercado em si é muito pouco profissional, os egos são exacerbados e a falta de educação impera. Tanto que ver gente chorando no trabalho faz parte do cotidiano.
Então porque as pessoas trabalham com moda? Porque paga bem é que não é! Por glamour também não! Um amor incondicional à moda? Talvez...
A verdade é que eu estou há dias tentando terminar esse texto de um jeito positivo e não consigo achar a resposta pra essa pergunta. Se servir de consolo, pra mim, moda continua sendo um objeto de estudos incrível e fica a esperança de um dia fazer as coisas da minha maneira para que ninguém que trabalhe comigo tenha essa dúvida.
2 comentários:
Bom dia Kei!
Li seu post e fiquei surpresa! Concordo com você totalmente. Mas isso pode mudar... isso porque acho que os profissionais dessa área (digo PROFISSIONAIS de verdade)estão se encontrando realmete em busca de um só ideal. E posso te dar uma ajuda para a finalização do texto, uma opção a qual pessoas que tem respeito com outras, que entendem o mercado, que sabem o que estão fazendo, e AMAM de verdade o que fazem podem se encontrar e mudar o futuro de uma área que tem tanto a crescer, principalmente aqui no Brasil.
Não perco a esperança, não perca a sua também. Admiro sua inteligência, habilidade e vontade. Não jogue tudo pro alto. É aí que nasce um grande profissional, com forte potencial e com certeza ja está fazendo a diferença.
E eu que achava que o negócio era assim só comigo... fico mais tranquila. Isso tudo é normal. E se for parar para reparar (rs) toda área tem isso, todo mundo chorando e procurando o melhor emprego, na melhor empresa. Confesso que tenho sorte simplesmente por já estar trabalhando na área que eu amo, fazendo o que realmente gosto e vendo que as pessoas reconhecem isso (algumas né), o resto a gente vai levando, rebolando e fantasiando. Essa é a graça afinal!
Um grande abraço.
Thaís
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